28.04.2008 – Cine PE
4 Comentários até o momento
Deixe um comentário
Abril 29, 2008, 3:19 pm
Arquivado em: Cobertura | Tags: Amanda e Monick, Até o sol Raiá, Cine PE, Dissenso, Engano, Guia Prático, Pugile, Segunda Feira, Simples Mortais, Um para Um
Arquivado em: Cobertura | Tags: Amanda e Monick, Até o sol Raiá, Cine PE, Dissenso, Engano, Guia Prático, Pugile, Segunda Feira, Simples Mortais, Um para Um
PROGRAMAÇÃO:
MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS DIGITAIS
Amanda e Monick
(Documentário, Direção: André da Costa Pinto, 18′, PB)
Um para Um
(Ficção, Dir: Erico Rassi, 11′, SP)
MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS EM 35 MM
Pajerama
(Animação, Direção: Leonardo Cadaval, 9′, SP)
Engano
(Ficção, Direção: Cavi Borges, 11′, RJ)
Pugile
(Ficção, Direção: Daniel Solferini, 21′, SP)
Até o Sol Raiá
(Animação, Direção: Fernando Jorge e Leanndro Amorim, 12′, PE)
MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS
Simples Mortais
(Ficção, Direção: Mauro Giuntini, 80′, DF)
Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife
(Documentário, Direção: Leo Falcão, 70′, PE)
4 Comentários até o momento
Deixe um comentário
Deixe um comentário
Linhas e parágrafos quebram automaticamente, endereços de email não serão mostrados, HTML permitido:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
Venha frio, ou venha quente, mas morno eu vomito.
Mais uma edição do Cine PE Festival do Audiovisual começa no Recife. Os Bertini(s) dão mais um empurrãozinho no audiovisual brasileiro nessa edição que promete agradar aos “amantes da sétima arte” do Brasil e do mundo. Um pelo ineditismo e dois pelas surpresas.
Porém, desde os últimos anos. percebo que os filmes estão ficando cada vez mais em segundo plano. A badalação pseudo-cult impera da fila às conversas nos intervalos, a tietagem é normal Quanto ao bairrismo, “prefiro não comentar”. Vale destacar que até agora nada das surpresas e nada do ineditismo prometidos foram vistos.
Depois de uma (até prolongada demais) abertura em ,que rolou de tudo, de maracatu a papa-angu e de cavalo-marinho a caboclinho, os filmes da noite foram anunciados. É lógico que a nossa queridíssima dama da noite estava mais uma vez apresentando o festival (para quem não sabe é a nossa jorrrrnalista de Perrrrnambuco, Graça Araújo).
Os curtas em formato digital da noite foram o documentário Amanda e Monick, de André da Costa e a ficção experimental Um pra Um, de Erico Rassi. Já as animações Pajerama, de Leonardo Cardaval e Até o Sol Raiá, dos pernambucanos Fernando Jorge e Leanndro Amorim, bem como os curtas de ficção Engano, de Cavi Borges e Pugile, de Daniel Solferini concorreram como curta em formato de 35mm. Já os filmes Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife, de Léo Falcão e Simples Mortais, de Mauro Giuntini, fizeram as honras de abrir a mostra competitiva de longas-metragens.
Sem mais enrolação, vamos às impressões dos filmes…
Para falar a verdade, os filmes que merecem comentários não são muitos. As animações, cada uma com suas particularidades, trouxeram uma excelente execução técnica, pois o uso do 3-D é primoroso. Contudo, as surpresas nesses curtas param aí, até porque Até o Sol Raiá já esteve em outros festivais, entre eles o Anima Mundi. O que vale a pena em Pajerama é realmente a experimentação da tecnologia, água, traços e movimentação dos personagens, todos esses pontos são bem realizados. Mas, toda essa egolombra imagética me pareceu tão simplória de sentido. Já a historinha de Lampião contada a la Farra dos Bonecos (livro infantil da editora Bagaço) não cola, está mais batido que ponta de prego. Reforço, ponto para técnica e só.
O grande destaque da noite foi para o paulista Erico Rassi. Numa linguagem fragmentada, sarcástica e metalingüística, ele brinca enquanto provoca o espectador a seguir falsas pistas e, a partir daí, surpreendê-lo. Esse é o ponto forte do filme: ser uma brincadeira séria, que tem propósitos. O único curta que passou bem o recado. Salve ao cinema “sem corte; sem mudança de plano; sem repetir o take; sem trocar a fita”.
Quanto aos outros curtas, só vale mencionar Pugile. A idéia de buscar uma recepção do mundo pela ótica de um portador de síndrome de down é muito corajosa, embora nem todos tenham entendido isso. Será que estamos aptos a entender como o outro absorve a realidade?
Os longas, apesar de serem longas, não merecem longos comentários. Simples Mortais, caldeirão de clichê, nem o ator Léo Medeiros consegue segurar a barra.
Livremente adaptado do livro homônimo de Gilberto Freyre, Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife tem seus méritos (ou espero que tenha). Ao ver o filme, uma pergunta de Lírio Ferreira ficou martelando a minha cabeça: “Para quem fazemos filmes?” Outra pergunta da platéia ficou martelando meus ouvidos: “Será que esse filme é uma propaganda da prefeitura da cidade do Recife?” O pior foi o comentário que escutei a seguir: “Acho que não, hein? Os (comerciais) da prefeitura são mais bonitinhos”. Realmente, não fui muito com a cara desse documentário, na verdade, vi esse guia da cidade do Recife repintado por Léo há pouco de prático, quase nada de histórico e menos ainda de sentimental. Vi um Recife opaco. Como não li o livro de Gilberto Freire, não questiono nada em relação à adaptação. Bom. Para um filme turístico.
Se o Cine PE continuar morno desse jeito, passo mal e vomito antes de quarta-feira.
Comentário por Daniel Abaquar Abril 30, 2008 @ 12:59 pmComo não vivo só de Cine PE e tenho várias outras obrigações e prioridades, que não me trazem dinheiro, mas prazer – como assistir a filmes bons, por exemplo – vou dividir o meu post de comentários sobre a primeira noite do festival em dois momentos não cronológicos. Daí irei postando de acordo com o meu ritmo. Sem pressa. Então vamos lá:
Parte 01
Terminei demorando muito a escrever algumas linhas sobre a noite de abertura do Cine PE, de modo que tive tempo de ler e discutir opiniões diversas e confluentes sobre as obras em competição. Não mudei de opinião de lá para cá, o que poderia ter acontecido, mas também não deixarei de resgatar, se preciso, alguns comentários de amigos. Sem avisá-los e sem pudor – apenas jogando uma referência informal. Antes de me focar nessa minha reflexão, gostaria de enveredar por um desvio necessário para que todo meu texto possa se desenvolver. Definitivamente Pernambuco não é um estado, mas uma religião e isso fundamenta a minha maior preocupação com política cultural. É como se existisse uma imagem de uma cultura ideal, dita espelho do nosso povo, que é colocada na cruz e se torna objeto de adoração a partir de uma dezena de ‘a prioris’. Dentro dessa premissa, o Cine PE, em especial na sua primeira noite, surge como uma grande celebração. É a Meca da ‘pernambucanidade’. Quase um encontro de religiosos fanáticos em busca do maracatu sagrado. O que já é de praxe, convenhamos. Daí, a primeira apresentação se deu com bandeiras de Pernambuco tremulando na mão de bailarinos, papangus, caboclinhos, mamulengos, maracatus, a porra a quatro dos folguedos populares sob a ressonância ufanista do hino do estado. E lá se foram 46 minutos da minha vida. O público aplaudiu de pé. Eu ronquei pesado. Quase sonhei com um assalto num sinal da Avenida Agamenon Magalhães. Quase.
Geralmente eu fico rindo dessa apropriação, ou melhor, legitimação turístico-monetária de algumas manifestações pelo governo. É como se fosse obrigatório levantar uma bandeira “fazemos cultura da terra, olha aí, olha aí”. Na boa, acho bem engraçada essa necessidade de afirmarmos e re-afirmarmos uma imagem que não se transforma de nosso estado. Como se vivêssemos um passado-presente-futuro estático, como se existisse uma preocupação para que a cultura do meu tataravô permaneça a mesma do meu neto. Poucos desviam dessa idéia e encontram a sua própria representação. Vivemos na lei do exótico-popularesco em busca da tarja de cult dada pelo sul do país. Não tenho mais paciência para tanto. Particularmente, já peguei um abuso tão grande a essa noção, que tudo auto-intitulado como projeto de valorização da ‘cultura popular’ ou ‘cultura local’ já vejo com quilômetro de pés atrás. O que pode criar um receio prévio – e como eu mesmo tenho notado, pode se tornar um perigo, um preconceito precipitado (e nesse caso, nem todos os preconceitos o são). Acontece que apesar de até gostar das manifestações culturais tradicionais do meu estado (afinal durante todo meu ensino fundamental tive aula de dança e cultura pernambucana), não me sinto representado, em termos absolutos, por elas. Não compartilho da visão armorial impregnada nas paredes do centro de convenções. Não sei se alguém percebeu, mas o cosmopolitismo está aí. Às vezes, eu acho que tratamos o maracatu e toda cultura bumba-meu-ovo como um mico-leão dourado num zoológico. O mico faz uma graça típica do mico e todos aplaudem de pé.
Dentro dessa perspectiva não é de se assustar que os dois filmes pernambucanos tenham tido uma recepção absurdamente mais calorosa que seus concorrentes, afinal a questão da religião conta, principalmente porque ambas as obras trabalham em cima do lugar comum (rá, Leo Falcão) da cultura já citada. O primeiro deles foi o curta de animação em 35 mm, Até o Sol Raiá, de Fernando Jorge e Leanndro Amorim. O título é um típico verso de cordel, linguagem que é usada, inclusive, para nos introduzir na história. Fiquei impressionado, quando um dos diretores comentou, antes da projeção, que o projeto durou cerca de 4 anos desde a concepção até o produto final. Nesse meio tempo, os diretores / produtores conseguiram apoio do concurso Ary Severo, apoio da Fundarpe e é de se entender totalmente esse incentivo, de acordo com a lógica desenvolvida nos parágrafos anteriores. Os deuses e sacerdotes da pernambucanidade jamais deixariam essa idéia passar em branco: lampião, bonecos de barro, interior, artesão. Tudo isso numa historinha lúdica sob a regência de alunos de publicidade. Em resumo, é a fórmula 2 + 2 que nossos queridos governos precisam.
Logo depois do filme, fiquei matutando que a animação é uma espécie de Toy Story do nordeste, realizado a partir de um daqueles roteiros batidos, batidos, batidos tanto quanto o pai-nosso. E todos rezam. O que chama atenção mesmo é o nível técnico ‘Pixar’, como comentou Hugo numa ótima sacada. De fato, a técnica é tão bem acabada, tão impressionante, mas tão, tão, tão que me senti extremamente tentado a gostar sem restrições do curta-metragem só por isso, esquecendo e cortando da minha mente todos os meus preceitos que o cinema é muito mais que o uso de uma técnica. Agora imagine 3.000 pessoas vendo isso? 3.000 pessoas percebendo esse apuro imagético hollywodiano no nordeste? 3.000 pessoas aclamando de pé, óbvio. Senti-me na Basílica de Nossa Senhora Aparecida no dia da santa. De qualquer forma, vale ressaltar que eu fiquei surpreso positivamente com a produção, afinal se eles dominam essa técnica tão detalhista e tão complexa, imagino que isso possa estimular novos projetos em animação ou em cruzamento de linguagens, com argumentos mais fundamentados. A sensação que ficou, enfim, é que Até o Sol Raiá é um passo na roda de produção pernambucana.
A outra produção pernambucana na noite de abertura foi Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife, adaptação livre de Leo Falcão (sem acento e também formado em publicidade) do livro homônimo de Gilberto Freyre. O título é um tanto auto-explicativo dentro da idéia desenvolvida nos dois primeiros parágrafos, entretanto, aconteceu uma situação engraçada. Saí do filme pensando muito mais na aversão como elemento prévio, do que simplesmente colocando-o no caldeirão de clichês sucessivos. O filme é bairrista? É total e como o próprio Leo falou numa entrevista, recifense é bairrista pra caralho. Ele sabe que tem um trunfo na manga se tratando do Cine PE como celebração. Por sinal, o ovacionado que o JC deu e que só o JC viu poderia até ter acontecido. Isso porque ‘Guia…’ tem comprovadamente um discurso turístico inflado, para além da declaração de amor; tem toda uma carga de vídeo institucional da fundação de apoio (Fundação Gilberto Freyre), para além da (re)leitura sincera da obra pelo diretor e os personagens. Há uma facilidade enorme e puramente sentimental de compreender e se deixar levar pelo tal guia.
Ainda assim, o maior problema que enxergo é a clara sensação de prolongamento que o filme causa. Fernando Weller comentou que inicialmente o corte seria de 50’, mas foi apresentado numa versão de 70’. Acho que enxugar na edição é determinante. O filme, de fato, cansa e deixa de trazer elementos novos. Pensativo depois da sessão, ou mesmo durante a projeção, dei umas gargalhadas silenciosas de mim mesmo. É como se, em alguns momentos, eu caísse dentro do discurso que eu critiquei ao longo de todo esse texto. A primeira reação absoluta do filme foi decidir ler o livro. Tive a melhor impressão de todas as passagens lidas, em especial a primeira que resume a cidade como arisca aos visitantes rápidos, porque mantém uma preferência pelos amantes demorados. Entretanto, acho que o filme cede muito a um apelo que só cola aos visitantes rápidos e que soa cotidiano demais aos amantes demorados. Por outro lado, mesmo me colocando na posição do amante, uma outra sensação me abateu em dados momentos: o voltar a vários lugares que já fui, mas que faz tempo que não vou. E pensei isso num nível que extrapola as bordas de nosso estado, apesar de ter fincado o meu foco sobre o Recife. Não sou, mas também sou um pouco bairrista. Não há como se desprender por completo e essa nem é a intenção. Você pode manter uma antipatia monstra com o fato de Pernambuco ter se tornado uma religião, mas é um pouco do que Lellye falou: querendo ou não o filme consegue alcançar [em raros momentos] um saudosismo [do mais clichê] da sua cidade. Os colchetes são interferências minhas. E não há tanto uma busca por lugares desconhecidos, ou que nos sejam desconhecidos, enquanto recifenses. Mas isso é o que nos faz amantes e não visitantes dessa quente cidade.
Comentário por Rodrigo Almeida Abril 30, 2008 @ 9:00 pmParte 2
Acho que todos os curtas do primeiro dia, dentro das enormes distinções que os envolve, tiveram algo a oferecer. O que se mostrou uma boa surpresa, apagando um pouco a péssima impressão do último Cine PE que me dispus a ir em 2006.
Amanda e Monick, de André Costa é um documentário sobre duas Travestis, numa cidade do interior da Paraíba. Seus nomes de guerra batizam o filme. Achei válido fazer cerca de 3.000 pessoas escutarem o discurso sobre o qual a obra se sustenta: a inserção / preconceito dos travestis numa sociedade do interior do nordeste. Há o problema dessa inserção ser mostrada para além do preconceito. O que desenha hipoteticamente um mundo maravilhoso onde os pais aceitam os filhos homossexuais, onde os alunos e os pais deles aceitam homossexuais como professores. Isso é meio L Word e o mundo maravilhoso das lésbicas. De qualquer forma, o mais impressionante desse tecnicamente simples trabalho são os personagens. Travestis no interior, ok. Impressionante, mas ok. Travesti sendo professor e travesti engravidando uma lésbica é pra ficarmos impressionados de verdade. Acho que o filme traz personagens inicialmente curiosos para depois revelar que suas histórias são ainda mais incomuns. João Maria comentou que em digital, os filmes tinham o direito de não serem tão acabados tecnicamente quando em 35mm. Concordo, mas essa falta de apuro obviamente vai influenciar minha percepção. Não há como disassociar. Uma coisa não surge sem a outra.
O segundo curta da noite foi Um para um, de Érico Rassi. Na minha opinião foi o melhor curta digital até agora (até quinta). O roteiro, permeado por um humor negro e alfinetadas cinematográficas (como a filmes de estudante, por exemplo), traz referências sérias e as joga fora de contexto, envolve snuff movies, o mercado negro de filmes e fala de todo pessoal do ‘pelo menos estamos filmando alguma coisa’. Putz, compartilho demais do tom imposto pelo diretor e até eu que sou um tanto arisco a narrador, gostei do ‘funciona assim…’ sempre que queria resumir a história por um ponto de vista. Todas as provocações e idéias se encaixaram muito bem dentro da edição dinâmica: a narrativa pede lineariedade e pede fragmentação. Recebe ambos. Como todo bom cult de merda, terminei gostando da piada. Tanto que sou capaz até de defendê-lo. Li e ouvi alguns comentários sobre a má qualidade dos atores – li até que esse seria, em teoria, o único problema de Um para Um. Fiquei pensando sobre durante a semana e eu discordo definitivamente, porque dentro da estrutura do filme, apenas o diretor-ator precisava ter uma boa atuação. Fiquei pensando que todos os outros precisavam ser ruins para serem bons. Saca? Quando me dei conta disso (que pode ser uma viagem minha), gostei ainda mais da produção.
O terceiro curta-metragem da noite foi a animação Pajerama, de Leonardo Cadaval. Novamente se repete a história da ótima qualidade técnica, edição de som monstruosa. Quase uma espécie de simulador de indiozinho encontrando a cidade grande. Desculpa, mas não tenho paciência para essas nóias paulistas com a cidade que vive. Discursinho repetitivo. O caos em São Paulo é primo da seca no sertão.
Engano foi de longe o pior filme da noite. Primeiro que logo nos vinte primeiros segundos, já sabia exatamente como ia acabar e como seria o percurso inteiro. Ponto. Segundo que o diálogo não é interessante, de modo que só sobra os dois planos-sequência que dividem ao meio a tela. Mas não basta um plano-sequência pra fazer um filme bom. Ao menos, é a melhor coisa que esse daqui tem a oferecer.
Comentário por Rodrigo Almeida Maio 2, 2008 @ 2:43 pmTô com preguiça de comentar filme por filme, mas eis aqui a inspiração direta para Engano que tinha te falado: http://www.youtube.com/watch?v=DlR1NijJxV4
A única diferença é a ordem dos acontecimentos.
Comentário por Milena Maio 4, 2008 @ 10:54 pm